Indústria Têxtil: projeções para 2023

Indústria Têxtil: projeções para 2023

Apesar de já ter se tornado um clichê dizer que o mundo gira cada vez mais rápido, é verdade que, há 20 anos, ninguém esperava que o ritmo dos acontecimentos alavancados pela tecnologia fosse tão veloz. A indústria têxtil é uma das que mais se beneficia com as inovações. Graças ao e-commerce e às redes sociais, por exemplo, foi o setor que mais rápido se recuperou da pandemia.

Os sinais de enfraquecimento da pandemia com o desenvolvimento das vacinas gera um clima de otimismo que pode ser notado na volta do glamour e da sensualidade nas coleções das semanas de moda.

Ao mesmo tempo, a volta do trabalho e do estudo presencial além dos eventos, que devem se intensificar em 2023, também favorece a indústria têxtil, retomando a força de nichos como os de uniformes, roupas para trabalhar e festa.

Por outro lado, de acordo com a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), 2022 foi um ano de alta nas vendas, apesar dos juros também altos. Mas ao que tudo indica a inflação já atingiu seu pico e a taxa Selic se mantém estável. Ou seja, o consumo em breve deverá voltar a ficar mais leve no bolso da população, com perspectivas ainda melhores para 2023.

 

Digitalização da indústria têxtil

A digitalização da indústria têxtil é tida como um caminho sem volta. O consumidor quer comprar online, mesmo que retire ou troque na loja. E-commerce, redes sociais, WhatsApp e outros mecanismos que surgirem devem ganhar cada vez mais força.

Em 2023 a loja física continua importante, mas deve estar integrada aos meios digitais. Deve haver uma multiplicidade de canais integrados para melhorar cada vez mais a experiência do consumidor.

 

Modelos de assinatura

Indústria Têxtil - Rent the Runaway

Os modelos de assinatura devem ser fortalecidos em 2023. A pioneira no ramo, foi a novaiorquina Rent the Runaway, surgindo em 2009. A proposta inicial era alugar vestidos de festa, mas hoje já conta com um estoque gigantesco, que permite criar um closet completo.

Para se ter ideia do sucesso desse modelo de negócio, hoje a Rent the Runaway já está avaliada em mais de US$ 1 bi. E só na sua estreia na Nasdaq, em outubro de 2021, arrecadou US$ 357 milhões.

Por aqui algumas marcas também já fazem sucesso oferecendo moda por assinatura. Em 2018 surgiu a Clorent, um marketplace de roupas femininas que hoje já conta com mais de 4 mil peças de marcas como Zara, Iodice, Bobô e Cris Barros. E já lançou seu primeiro white label no modelo B2B com uma grande varejista.

 

Impulso ao progresso

A ética e a inclusão devem estar mais do que nunca presentes na indústria têxtil em 2023, com ações que vão além das operações rotineiras. É a colaboração equitativa com todos os parceiros na promoção da justiça social e o respeito e acolhimento à biodiversidade.

A indústria têxtil deve buscar práticas proativas de negócio que consigam melhorar o mundo, conquistando consumidores que alinham o consumo aos valores humanitários.

A WGSN, uma das maiores empresas de análises de mercado do mundo, identifica essa tendência como um “impulso ao progresso”.

 

Frugalidade

Outra tendência para 2023 identificada pela WGSN é a frugalidade. São artigos circulares, reutilizáveis e duradouros que reduzem o desperdício e produtos que possam ser feitos e usados de forma eficiente.

Indústria Têxtil -WGSN

Mas a frugalidade não se trata de restrições financeiras, mas de uma tendência crescente dos consumidores optarem por formas de estar em sintonia com o entorno através do upcycling. A pressão sobre as vendas podem ser reduzidas através de coleções de qualidade e atemporais em vez das sazonais.

 

Na moda: polêmicas e revivals

Sensualidade, diversão, revivals e polêmicas. A moda de 2023 deve lembrar em parte “os loucos anos 20”, o período de euforia com o fim da gripe espanhola. Penas, plumas, cristais, pérolas e sensualidade também prometem dividir espaço com algumas polêmicas, onde são protagonistas.

Indústria Têxtil - revivals

Destaques no street style, a touca ninja não deixa de ser um conforto nas regiões frias, mas a similaridade ao hijab islâmico faz com que sejam proibidas em alguns países, como a França.

No revival, uma moda que também é uma mega polêmica: a cintura baixa dos anos 2000. Considerada de mau gosto por uns e libertadora para outros, tudo indica que voltou mesmo para ficar em 2023.

E, junto com a cintura – e com cintura baixa – outro revival é a minissaia. As peças prometem uma pegada jovem e divertida, com cortes assimétricos, plissados e o que mais vier.

Cortes e transparências também devem ser o foco da indústria têxtil em 2023, principalmente na altura da cintura. E podem vir combinados com outra grande tendência: a vibe “mulher gato”, com macacão colado no corpo.

Entre as cores, a indústria têxtil pode se preparar para colocar pigmentos no caldeirão: o vermelho cereja chegou com força, e não é só aqui no Brasil não. Huishan Zhang, Versace, Sohuman, Eudon Choi e Versace são algumas das marcas que adotaram a cor.

Para finalizar, uma dica para a indústria têxtil calçadista: as botas de cano super alto. Mas pense além das over the knee, na tendência elas vão até as coxas, se juntando às barras dos vestidos. E são um belo acessório em conjunto com os cascões de pele falsa, outra grande tendência de inverno para o ano que vem.

Agora aproveite para conhecer a importância das etiquetas de identificação nas bolsas e crie seus diferenciais de marca para suas coleções de moda em 2023!

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